sábado, 19 de dezembro de 2009

Lei do terceiro excluído

Você beija meu rosto, que desgosto
E não diz para onde vai quando sai

Que sina, me ensina a sofrer eu sei
Inoportuno desejo que flagela meu peito

Será, não há de ser, de dois um coração
Alguém há de tanto sofrer por essa mulher

O abandono virá na aurora, não demora
Põe-se a espera doravante de um flagrante

Num instante ela escorrega e você caindo
De um amor saindo mais pobre que um dia foi

Estanca o tormento, não procura razão
O amor não tem culpa de nossas desculpas

Nem tão pouco de toda essa desilusão
Um novo amor virá na aurora, não demora.

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